VINHO BRASILEIRO QUINTA DA NEVE MONTEPULCIANO 750ML
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QUINTA DA NEVE MONTEPULCIANO 750ML
14,0% Vol. Alc.
-“O Quinta da Neve Montepulciano representa uma das interpretações mais consistentes dessa variedade italiana em território brasileiro. O terroir de altitude da Lomba Seca proporciona maturação lenta, excelente preservação da acidez e grande concentração fenólica, resultando em um vinho de personalidade marcante, equilibrado entre potência e elegância. O longo amadurecimento em carvalho francês agrega complexidade sem sobrepor a fruta, tornando-o um rótulo sofisticado, gastronômico e com excelente capacidade de evolução.” Sommelier Kayton – Adega Tanino.
Uva | Montepulciano
País – Região | Brasil, São Joaquim – SC - região da Lomba Seca
Vinícola | Grupo Wine
Safra | Corte de Safras
Teor Alcoólico | 14% ABV
Potencial de guarda | De 4 a 10 anos
Temperatura adequada | 15 a 18 ºC
Tipo | Tinto
Vedação: Rolha.
Classificação brasileira | Seco
Envelhecimento | 24 meses em barricas de carvalho
Enóloga | Betina de Bem
Visual | Vermelho-rubi intenso com reflexos violáceos, demonstrando juventude e excelente concentração.
Paladar | Encorpado, volumoso e estruturado. Os taninos são firmes e maduros, sustentados por uma acidez vibrante característica dos vinhos de altitude. O final é persistente, elegante e marcado pelo retorno de frutas negras maduras e especiarias.
Olfato | Aromas intensos de amora silvestre, mirtilo fresco, figo maduro e frutas cristalizadas, harmoniosamente envolvidos por notas de baunilha, especiarias doces, tabaco e delicados toques tostados provenientes do longo estágio em barricas de carvalho francês.
Harmonização | Sua estrutura permite excelentes combinações com pratos intensos, como:
- cordeiro assado;
- javali e carnes de caça;
- costela bovina de longa cocção;
- entrecôte ou bife ancho grelhados;
- massas com ragu de cordeiro ou javali;
- risotos de cogumelos;
- polenta cremosa com ossobuco;
- queijos maturados, como Grana Padano, Pecorino Toscano e Parmigiano Reggiano envelhecido..
A Quinta da Neve marcou a história da vitivinicultura brasileira ao tornar-se a primeira vinícola a apostar no potencial de São Joaquim, em Santa Catarina, no ano de 1999. Pioneira na região, ajudou a revelar ao país e ao mundo a extraordinária vocação dos vinhos de altitude, onde clima, solo e altitude se unem para formar um terroir singular, capaz de originar rótulos de personalidade marcante e elevado padrão de qualidade. A Montepulciano é uma das mais tradicionais uvas tintas da Itália, especialmente consagrada na região de Abruzzo. Na Serra Catarinense, encontrou nas altitudes de São Joaquim um terroir capaz de revelar uma expressão própria, marcada por grande concentração, frescor e elegância. A Quinta da Neve, pioneira na vitivinicultura de altitude brasileira desde 1999, demonstra neste rótulo o extraordinário potencial dessa variedade em solos basálticos e clima de montanha.
Curiosidades
Lomba Seca – São Joaquim (SC) | Um dos terroirs mais privilegiados dos vinhos de altitude brasileiros
Localizada no interior de São Joaquim, na Serra Catarinense, a região da Lomba Seca tornou-se uma referência nacional na produção de vinhos finos de altitude. Com vinhedos situados entre 1.200 e 1.300 metros de altitude, reúne um conjunto de características naturais que favorecem o cultivo de uvas de elevada qualidade, permitindo uma maturação lenta e completa dos frutos. Foi justamente nessa região que a Quinta da Neve, pioneira na vitivinicultura de altitude, implantou seus primeiros vinhedos em 1999, contribuindo decisivamente para o reconhecimento internacional dos vinhos catarinenses.
Solo | Os solos da Lomba Seca são predominantemente de origem basáltica, formados pela decomposição de rochas vulcânicas da Formação Serra Geral. Caracterizam-se por serem:
- profundos e bem estruturados;
- argilosos, com elevada capacidade de retenção hídrica;
- naturalmente bem drenados;
- ricos em minerais como ferro e magnésio, responsáveis pela coloração vermelho-intensa;
- pobres em matéria orgânica superficial, favorecendo o controle natural do vigor das videiras.
Essas características estimulam o aprofundamento das raízes e proporcionam um equilíbrio vegetativo ideal, favorecendo a concentração de compostos fenólicos, taninos, aromas e pigmentos nas uvas.
Clima | O clima da Lomba Seca é um dos maiores diferenciais do terroir. Destacam-se:
- altitude entre 1.200 e 1.300 metros;
- temperatura média anual próxima de 13°C;
- verões amenos, com noites frias;
- grande amplitude térmica entre o dia e a noite durante a maturação;
- elevada insolação;
- menor índice de chuvas em relação a outras áreas de São Joaquim — característica que deu origem ao nome "Lomba Seca";
- ocorrência frequente de geadas e, em alguns invernos, precipitação de neve.
Essas condições favorecem uma maturação lenta das uvas, preservando a acidez natural, intensificando a síntese de compostos aromáticos e promovendo excelente concentração de cor, taninos e polifenóis. Como resultado, os vinhos apresentam grande elegância, frescor, estrutura e notável potencial de envelhecimento.
História | Até o final da década de 1990, São Joaquim era reconhecida principalmente pela produção de maçãs e pela pecuária de altitude. Estudos conduzidos pela EPAGRI demonstraram, entretanto, que determinadas áreas da Serra Catarinense possuíam condições excepcionais para o cultivo de Vitis vinifera.
Em 1999, a Quinta da Neve iniciou o preparo da antiga Fazenda Bentinho, na localidade de Lomba Seca, implantando os primeiros vinhedos comerciais de altitude da região. O projeto também estabeleceu um vinhedo experimental com diversas variedades internacionais, permitindo avaliar sua adaptação ao microclima local e fornecendo informações importantes para o desenvolvimento da vitivinicultura catarinense.
O sucesso das primeiras safras confirmou o extraordinário potencial do terroir, incentivando a instalação de outras vinícolas e consolidando São Joaquim como um dos principais polos brasileiros de produção de vinhos de altitude. Hoje, a região é reconhecida pela combinação de tecnologia, pesquisa e respeito às características naturais do ambiente, produzindo rótulos que conquistam premiações nacionais e internacionais.
A identidade do terroir | Na Lomba Seca, solo, clima e altitude trabalham em perfeita harmonia. A combinação entre dias ensolarados, noites frias, menor pluviosidade e solos basálticos confere aos vinhos uma identidade singular, marcada por intensa expressão aromática, excelente acidez, taninos refinados, grande equilíbrio e expressivo potencial de guarda.
Mais do que um local de cultivo, a Lomba Seca tornou-se um símbolo da evolução da vitivinicultura brasileira, demonstrando que a Serra Catarinense possui condições naturais capazes de produzir vinhos comparáveis aos das grandes regiões de altitude do mundo.
Outra curiosidade
Importante: As regras para Vinhos Secos e Meio Secos no Brasil são diferentes das adotadas em boa parte do mundo | Um dos pontos que mais gera confusão entre consumidores e profissionais é que a classificação do teor de açúcar residual do vinho no Brasil não é igual à utilizada pela União Europeia e por diversos outros países produtores. Isso significa que um vinho considerado "Seco" na Europa pode ser comercializado no Brasil como "Meio Seco", mesmo sem que sua composição tenha sido alterada.
Como funciona essa diferença? | A classificação dos vinhos leva em consideração a quantidade de açúcar residual (açúcar natural da uva que permanece após a fermentação), expressa em gramas por litro (g/L).
Classificação:
- Seco: Brasil até 4 g/L (podendo chegar a 9 g/L quando a acidez justificar); para União Europeia (OIV/UE)* até 4 g/L (ou até 9 g/L, desde que a diferença entre açúcar e acidez não ultrapasse 2 g/L).
- Meio Seco: Brasil acima de 4 g/L até 25 g/L; para União Europeia (OIV/UE)* acima de 4 (ou 9) até 12 g/L (ou até 18 g/L, dependendo da acidez).
- Suave / Doce: Brasil acima de 25 g/L; para União Europeia (OIV/UE)* acima de 45 g/L (vinhos doces); entre 12/18 e 45 g/L existem classificações intermediárias como semi-dry ou off-dry.
*Na Europa a legislação considera também a relação entre açúcar residual e acidez total, tornando a classificação mais flexível.
Na prática | Imagine um vinho produzido em Portugal, Espanha, França ou Itália com 7 g/L de açúcar residual e boa acidez. Na Europa, ele poderá continuar sendo comercializado como vinho seco, pois a elevada acidez equilibra essa pequena quantidade de açúcar. No Brasil, esse mesmo vinho frequentemente será enquadrado como Meio Seco, já que ultrapassa o limite básico de 4 g/L previsto pela legislação nacional.
Isso significa que o vinho será doce? Não. | O consumidor costuma associar "meio seco" a um vinho adocicado, mas isso nem sempre é verdade. Um vinho com 6 ou 7 g/L de açúcar residual, aliado a uma boa acidez, pode transmitir sensação completamente seca no paladar. Nos vinhos modernos, a acidez, o álcool, os taninos e a temperatura de serviço influenciam muito mais a percepção de doçura do que apenas o número de gramas de açúcar residual.
Por que essa informação é importante? | Ao comprar vinhos importados no Brasil, é comum encontrar no contrarrótulo a indicação "Meio Seco", enquanto o produtor europeu o descreve como Dry ou Sec. Isso não representa uma mudança no vinho, mas sim uma adaptação às normas brasileiras de rotulagem.
-“Ao avaliar um vinho, o consumidor não deve se prender apenas à classificação "Seco" ou "Meio Seco". O mais importante é compreender o equilíbrio entre açúcar residual e acidez, pois é esse conjunto que determina a sensação gustativa. Por isso, muitos vinhos classificados como Meio Seco no Brasil apresentam perfil totalmente seco e gastronômico, exatamente como são percebidos em seus países de origem.” Kayton Sommelier
Obs.: A imagem do produto é ilustrativa e pode sofrer variações.
A safra pode variar conforme disponibilidade em estoque.
Produto destinado a maiores de 18 anos.
- País: Brasil
- Uva: Montepulciano