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Vinho Fino Tinto Seco Touriga Nacional QUINTA DA NEVE 750 ML

Marca: MARCA DO PRODUTO

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Descrição Geral

OPORTUNIDADE INCRÍVEL SAFRA, QUALIDADE E BOM GOSTO!!!! LEGÍTIMO | PROCEDÊNCIA GARANTIDA

 

QUINTA DA NEVE TOURIGA NACIONAL 750ML

13,5% Vol. Alc.

 

A Touriga Nacional, considerada a mais nobre das castas portuguesas, encontrou nos vinhedos de altitude da Quinta da Neve, em São Joaquim (SC), um terroir capaz de revelar uma expressão única. Cultivada a mais de 1.200 metros de altitude, essa variedade beneficia-se das baixas temperaturas, da ampla amplitude térmica e dos solos basálticos da região da Lomba Seca, produzindo um vinho de grande intensidade aromática, excelente estrutura e notável elegância. A passagem de 12 meses em barricas de carvalho francês acrescenta complexidade e refinamento, preservando a identidade varietal da uva.

 

Análise Sensorial

Visual | Coloração vermelho-rubi profunda com intensos reflexos violáceos, demonstrando juventude, concentração e excelente intensidade cromática.

Olfativo | Aroma intenso e sofisticado, destacando frutas vermelhas maduras, ameixas, figos e delicadas notas florais de violeta, típicas da Touriga Nacional. A maturação em carvalho francês agrega elegantes nuances de baunilha, especiarias, pimenta-preta, cacau e leves notas tostadas, formando um conjunto complexo e harmonioso.

Gustativo | Vinho encorpado, estruturado e muito equilibrado. Apresenta taninos maduros, macios e bem integrados, sustentados por uma acidez vibrante proporcionada pelo clima de altitude. Em boca revela excelente volume, textura sedosa e final longo, persistente e elegante, com retorno das frutas negras e especiarias.

Harmonização | Sua estrutura e intensidade tornam este vinho excelente companhia para pratos de sabores marcantes, como:

  • Carré ou pernil de cordeiro assado;
  • Costela bovina lentamente preparada;
  • Picanha e cortes nobres grelhados;
  • Carnes de caça, como javali e cervo;
  • Massas com ragu de cordeiro ou ossobuco;
  • Risoto de funghi porcini;
  • Polenta cremosa com carnes de longa cocção;
  • Queijos maturados, como Parmigiano Reggiano, Grana Padano, Pecorino Romano e Serra da Estrela.

Serviço

Temperatura ideal | entre 18 °C e 20 °C.

Decantação | recomenda-se entre 40 e 60 minutos, favorecendo a abertura dos aromas e a integração dos taninos.

Potencial de guarda: aproximadamente 15 anos, evoluindo com grande elegância ao longo do tempo.

 

Comentário do Sommelier

“O Quinta da Neve Touriga Nacional demonstra como uma casta portuguesa de grande prestígio pode adquirir identidade própria em um terroir brasileiro de altitude. A combinação entre o clima frio da Serra Catarinense, a maturação lenta das uvas e o criterioso estágio em barricas de carvalho francês resulta em um vinho de personalidade marcante, onde potência e elegância caminham em perfeito equilíbrio. É um rótulo que evidencia o elevado nível técnico alcançado pela vitivinicultura brasileira e confirma a vocação da Lomba Seca para produzir vinhos tintos de classe internacional.” Sommelier Kayton – Adega Tanino

 

Curiosidades      

 

Lomba Seca – São Joaquim (SC) | Um dos terroirs mais privilegiados dos vinhos de altitude brasileiros

Localizada no interior de São Joaquim, na Serra Catarinense, a região da Lomba Seca tornou-se uma referência nacional na produção de vinhos finos de altitude. Com vinhedos situados entre 1.200 e 1.300 metros de altitude, reúne um conjunto de características naturais que favorecem o cultivo de uvas de elevada qualidade, permitindo uma maturação lenta e completa dos frutos. Foi justamente nessa região que a Quinta da Neve, pioneira na vitivinicultura de altitude, implantou seus primeiros vinhedos em 1999, contribuindo decisivamente para o reconhecimento internacional dos vinhos catarinenses.

Solo | Os solos da Lomba Seca são predominantemente de origem basáltica, formados pela decomposição de rochas vulcânicas da Formação Serra Geral. Caracterizam-se por serem:

  • profundos e bem estruturados;
  • argilosos, com elevada capacidade de retenção hídrica;
  • naturalmente bem drenados;
  • ricos em minerais como ferro e magnésio, responsáveis pela coloração vermelho-intensa;
  • pobres em matéria orgânica superficial, favorecendo o controle natural do vigor das videiras.

Essas características estimulam o aprofundamento das raízes e proporcionam um equilíbrio vegetativo ideal, favorecendo a concentração de compostos fenólicos, taninos, aromas e pigmentos nas uvas.

Clima | O clima da Lomba Seca é um dos maiores diferenciais do terroir. Destacam-se:

  • altitude entre 1.200 e 1.300 metros;
  • temperatura média anual próxima de 13°C;
  • verões amenos, com noites frias;
  • grande amplitude térmica entre o dia e a noite durante a maturação;
  • elevada insolação;
  • menor índice de chuvas em relação a outras áreas de São Joaquim — característica que deu origem ao nome "Lomba Seca";
  • ocorrência frequente de geadas e, em alguns invernos, precipitação de neve.

Essas condições favorecem uma maturação lenta das uvas, preservando a acidez natural, intensificando a síntese de compostos aromáticos e promovendo excelente concentração de cor, taninos e polifenóis. Como resultado, os vinhos apresentam grande elegância, frescor, estrutura e notável potencial de envelhecimento.

História | Até o final da década de 1990, São Joaquim era reconhecida principalmente pela produção de maçãs e pela pecuária de altitude. Estudos conduzidos pela EPAGRI demonstraram, entretanto, que determinadas áreas da Serra Catarinense possuíam condições excepcionais para o cultivo de Vitis vinifera.

Em 1999, a Quinta da Neve iniciou o preparo da antiga Fazenda Bentinho, na localidade de Lomba Seca, implantando os primeiros vinhedos comerciais de altitude da região. O projeto também estabeleceu um vinhedo experimental com diversas variedades internacionais, permitindo avaliar sua adaptação ao microclima local e fornecendo informações importantes para o desenvolvimento da vitivinicultura catarinense.

O sucesso das primeiras safras confirmou o extraordinário potencial do terroir, incentivando a instalação de outras vinícolas e consolidando São Joaquim como um dos principais polos brasileiros de produção de vinhos de altitude. Hoje, a região é reconhecida pela combinação de tecnologia, pesquisa e respeito às características naturais do ambiente, produzindo rótulos que conquistam premiações nacionais e internacionais.

A identidade do terroir | Na Lomba Seca, solo, clima e altitude trabalham em perfeita harmonia. A combinação entre dias ensolarados, noites frias, menor pluviosidade e solos basálticos confere aos vinhos uma identidade singular, marcada por intensa expressão aromática, excelente acidez, taninos refinados, grande equilíbrio e expressivo potencial de guarda.

Mais do que um local de cultivo, a Lomba Seca tornou-se um símbolo da evolução da vitivinicultura brasileira, demonstrando que a Serra Catarinense possui condições naturais capazes de produzir vinhos comparáveis aos das grandes regiões de altitude do mundo.

 

Outra curiosidade

Importante: As regras para Vinhos Secos e Meio Secos no Brasil são diferentes das adotadas em boa parte do mundo | Um dos pontos que mais gera confusão entre consumidores e profissionais é que a classificação do teor de açúcar residual do vinho no Brasil não é igual à utilizada pela União Europeia e por diversos outros países produtores. Isso significa que um vinho considerado "Seco" na Europa pode ser comercializado no Brasil como "Meio Seco", mesmo sem que sua composição tenha sido alterada.

Como funciona essa diferença? | A classificação dos vinhos leva em consideração a quantidade de açúcar residual (açúcar natural da uva que permanece após a fermentação), expressa em gramas por litro (g/L).

 

Classificação:        

  • Seco:  Brasil até 4 g/L (podendo chegar a 9 g/L quando a acidez justificar); para União Europeia (OIV/UE)* até 4 g/L (ou até 9 g/L, desde que a diferença entre açúcar e acidez não ultrapasse 2 g/L).
  • Meio Seco: Brasil acima de 4 g/L até 25 g/L; para União Europeia (OIV/UE)* acima de 4 (ou 9) até 12 g/L (ou até 18 g/L, dependendo da acidez).
  • Suave / Doce: Brasil acima de 25 g/L; para União Europeia (OIV/UE)* acima de 45 g/L (vinhos doces); entre 12/18 e 45 g/L existem classificações intermediárias como semi-dry ou off-dry.

*Na Europa a legislação considera também a relação entre açúcar residual e acidez total, tornando a classificação mais flexível.

 

Na prática | Imagine um vinho produzido em Portugal, Espanha, França ou Itália com 7 g/L de açúcar residual e boa acidez. Na Europa, ele poderá continuar sendo comercializado como vinho seco, pois a elevada acidez equilibra essa pequena quantidade de açúcar. No Brasil, esse mesmo vinho frequentemente será enquadrado como Meio Seco, já que ultrapassa o limite básico de 4 g/L previsto pela legislação nacional.

Isso significa que o vinho será doce? Não. | O consumidor costuma associar "meio seco" a um vinho adocicado, mas isso nem sempre é verdade. Um vinho com 6 ou 7 g/L de açúcar residual, aliado a uma boa acidez, pode transmitir sensação completamente seca no paladar. Nos vinhos modernos, a acidez, o álcool, os taninos e a temperatura de serviço influenciam muito mais a percepção de doçura do que apenas o número de gramas de açúcar residual.

Por que essa informação é importante? | Ao comprar vinhos importados no Brasil, é comum encontrar no contrarrótulo a indicação "Meio Seco", enquanto o produtor europeu o descreve como Dry ou Sec. Isso não representa uma mudança no vinho, mas sim uma adaptação às normas brasileiras de rotulagem.

 

-“Ao avaliar um vinho, o consumidor não deve se prender apenas à classificação "Seco" ou "Meio Seco". O mais importante é compreender o equilíbrio entre açúcar residual e acidez, pois é esse conjunto que determina a sensação gustativa. Por isso, muitos vinhos classificados como Meio Seco no Brasil apresentam perfil totalmente seco e gastronômico, exatamente como são percebidos em seus países de origem.” Kayton Sommelier

 

Obs.: A imagem do produto é ilustrativa e pode sofrer variações.

         A safra pode variar conforme disponibilidade em estoque.

         Produto destinado a maiores de 18 anos.

Características
  • País: Brasil
  • Uva: Touriga Nacional
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