Vinho Tinto Argentino Cocodrilo Corte 750ML
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Vinho Tinto Argentino Cocodrilo Corte 750 ml – Safra 2019 – 14,5% Vol.
-“O Cocodrilo Corte 2019 é um dos vinhos mais conhecidos da Viña Cobos, vinícola fundada pelo renomado enólogo norte-americano Paul Hobbs. Trata-se de um blend de inspiração bordalesa que combina a potência da Cabernet Sauvignon com a elegância de outras variedades francesas cultivadas em Mendoza. O objetivo é produzir um vinho moderno, refinado e fiel ao terroir argentino.” Kayton Sommelier
Avaliação do Sommelier
Característica | Avaliação
Corpo | Médio para encorpado
Acidez | Média (+)
Taninos | Firmes, maduros e sedosos
Madeira | Bem integrada
Complexidade | Alta
Persistência | Longa
Estilo | Blend bordalês elegante, estruturado e mineral
Melhor momento | Excelente agora após decantação, com potencial de evolução por mais de uma década
Ficha Técnica
Ficha Técnica
País| Argentina
Região | Mendoza (Luján de Cuyo e Vale de Uco)
Produtor | Viña Cobos
Safra | 2019
Tipo | Tinto Seco
Volume | 750 ml
Teor alcoólico | 14,5%
Corte (Blend) | A composição varia ligeiramente conforme a safra. Na safra 2019, o vinho foi elaborado principalmente com:
- Cabernet Sauvignon
- Malbec
- Cabernet Franc
- Petit Verdot
Alguns mercados apresentam pequenas diferenças na proporção das variedades, mas a base permanece a Cabernet Sauvignon.
O Produtor – Viña Cobos | A Viña Cobos foi fundada em 1999 por Paul Hobbs, considerado um dos maiores enólogos do mundo. Antes de criar sua própria vinícola, Hobbs participou da modernização da viticultura argentina, identificando vinhedos de altitude com enorme potencial em Mendoza. Sua filosofia sempre foi produzir vinhos que expressem o terroir, respeitando a identidade de cada parcela de vinhedo. Desde sua primeira safra, a Viña Cobos conquistou reconhecimento internacional e ajudou a consolidar a reputação da Argentina entre os grandes produtores de vinhos finos.
Por que o nome "Cocodrilo"? "Cocodrilo" era o apelido dado a Paul Hobbs por amigos argentinos durante seus primeiros anos trabalhando no país. O nome foi adotado para representar uma linha de vinhos que alia personalidade, força e elegância, mantendo um excelente equilíbrio entre qualidade e preço.
Terroir | Luján de Cuyo (Conhecida como o berço dos grandes tintos argentinos).
Características | altitude entre 900 e 1.100 metros; grande amplitude térmica; elevada insolação; irrigação proveniente do degelo da Cordilheira dos Andes.
Vale de Uco | Uma das regiões mais prestigiadas da Argentina.
Destaca-se por:
- vinhedos entre 1.000 e 1.400 metros de altitude;
- clima seco;
- noites frias;
- maturação lenta das uvas;
- excelente preservação da acidez.
Essas condições favorecem vinhos concentrados, elegantes e longevos.
Clima | O clima é continental de altitude.
Principais características:
- mais de 300 dias de sol por ano;
- baixa umidade;
- pouca incidência de doenças fúngicas;
- grande amplitude térmica entre dia e noite;
- chuvas escassas.
Esse ambiente proporciona uvas muito saudáveis e de elevada concentração aromática.
Solo | Os vinhedos da Viña Cobos encontram-se principalmente sobre solos:
- aluviais;
- pedregosos;
- arenosos;
- ricos em cascalho;
- com presença de calcário em algumas áreas;
- excelente drenagem.
Esses solos limitam naturalmente a produção da videira, concentrando aromas, taninos e estrutura.
Vinificação
- O processo de elaboração é bastante cuidadoso:
- Colheita manual.
- Seleção rigorosa dos cachos.
- Maceração pré-fermentativa a frio por cerca de quatro dias.
- Fermentação em tanques de aço inox com temperatura controlada.
- Maceração total de aproximadamente 21 dias.
- Fermentação malolática em barricas.
- Amadurecimento por cerca de 14 meses em barricas de carvalho francês e/ou americano, conforme a safra e o lote.
Análise Sensorial
Visual
- Vermelho-rubi profundo.
- Reflexos violáceos.
- Grande intensidade de cor.
Olfativo
- Cassis.
- Amora.
- Cereja madura.
- Ameixa.
- Grafite.
- Pimenta-preta.
- Chocolate amargo.
- Tabaco.
- Especiarias doces.
Gustativo
- Corpo médio para encorpado.
- Taninos finos e cremosos.
- Excelente equilíbrio.
- Boa acidez.
- Final longo, elegante e mineral.
Harmonização
Excelente com:
- Bife de chorizo.
- Ancho.
- Picanha.
- Cordeiro assado.
- Carré de cordeiro.
- Ossobuco.
- Risoto de funghi.
- Lasanha à bolonhesa.
- Massas com ragù.
- Queijos maturados como Grana Padano, Parmigiano Reggiano, Pecorino e Provolone.
Temperatura de Serviço | 16 °C a 18 °C
Recomenda-se decantar por 30 a 60 minutos antes do serviço.
Potencial de Guarda
O Cocodrilo Corte possui excelente estrutura para envelhecimento.
Pronto para consumo | Sim.
Potencial de guarda | entre 8 e 12 anos, quando armazenado corretamente.
Premiações | A safra 2019 recebeu importantes reconhecimentos internacionais:
93 pontos – James Suckling
90 pontos – Wine Spectator
Curiosidade
A Viña Cobos foi uma das vinícolas responsáveis por projetar a Argentina no cenário dos vinhos premium a partir do final da década de 1990. O Cocodrilo Corte é inspirado nos grandes cortes de Bordeaux, mas adaptado ao terroir de Mendoza, privilegiando fruta madura, mineralidade e taninos sedosos. A combinação de vinhedos de Luján de Cuyo e do Vale de Uco permite unir potência, elegância e frescor em um único vinho.
Outra curiosidade
Importante: As regras para Vinhos Secos e Meio Secos no Brasil são diferentes das adotadas em boa parte do mundo | Um dos pontos que mais gera confusão entre consumidores e profissionais é que a classificação do teor de açúcar residual do vinho no Brasil não é igual à utilizada pela União Europeia e por diversos outros países produtores. Isso significa que um vinho considerado "Seco" na Europa pode ser comercializado no Brasil como "Meio Seco", mesmo sem que sua composição tenha sido alterada.
Como funciona essa diferença? | A classificação dos vinhos leva em consideração a quantidade de açúcar residual (açúcar natural da uva que permanece após a fermentação), expressa em gramas por litro (g/L).
Classificação:
- Seco: Brasil até 4 g/L (podendo chegar a 9 g/L quando a acidez justificar); para União Europeia (OIV/UE)* até 4 g/L (ou até 9 g/L, desde que a diferença entre açúcar e acidez não ultrapasse 2 g/L).
- Meio Seco: Brasil acima de 4 g/L até 25 g/L; para União Europeia (OIV/UE)* acima de 4 (ou 9) até 12 g/L (ou até 18 g/L, dependendo da acidez).
- Suave / Doce: Brasil acima de 25 g/L; para União Europeia (OIV/UE)* acima de 45 g/L (vinhos doces); entre 12/18 e 45 g/L existem classificações intermediárias como semi-dry ou off-dry.
*Na Europa a legislação considera também a relação entre açúcar residual e acidez total, tornando a classificação mais flexível.
Na prática | Imagine um vinho produzido em Portugal, Espanha, França ou Itália com 7 g/L de açúcar residual e boa acidez. Na Europa, ele poderá continuar sendo comercializado como vinho seco, pois a elevada acidez equilibra essa pequena quantidade de açúcar. No Brasil, esse mesmo vinho frequentemente será enquadrado como Meio Seco, já que ultrapassa o limite básico de 4 g/L previsto pela legislação nacional.
Isso significa que o vinho será doce? Não. | O consumidor costuma associar "meio seco" a um vinho adocicado, mas isso nem sempre é verdade. Um vinho com 6 ou 7 g/L de açúcar residual, aliado a uma boa acidez, pode transmitir sensação completamente seca no paladar. Nos vinhos modernos, a acidez, o álcool, os taninos e a temperatura de serviço influenciam muito mais a percepção de doçura do que apenas o número de gramas de açúcar residual.
Por que essa informação é importante? | Ao comprar vinhos importados no Brasil, é comum encontrar no contrarrótulo a indicação "Meio Seco", enquanto o produtor europeu o descreve como Dry ou Sec. Isso não representa uma mudança no vinho, mas sim uma adaptação às normas brasileiras de rotulagem.
-“Ao avaliar um vinho, o consumidor não deve se prender apenas à classificação "Seco" ou "Meio Seco". O mais importante é compreender o equilíbrio entre açúcar residual e acidez, pois é esse conjunto que determina a sensação gustativa. Por isso, muitos vinhos classificados como Meio Seco no Brasil apresentam perfil totalmente seco e gastronômico, exatamente como são percebidos em seus países de origem.” Kayton Sommelier
Obs.: A imagem do produto é ilustrativa e pode sofrer variações.
A safra pode variar conforme disponibilidade em estoque.
Produto destinado a maiores de 18 anos.
- País: Argentina
- Uva: Blend