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Vinho Branco Espanhol Hidalgo Manzanilla Jerez 750ml

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Descrição Geral

OPORTUNIDADE INCRÍVEL SAFRA, QUALIDADE E BOM GOSTO!!!! LEGÍTIMO | PROCEDÊNCIA GARANTIDA

 

Vinho Branco Manzanilla Hidalgo Jerez 750ml

Volume 15,0%

 

-“Irmã menor da consagrada Manzanilla La Gitana, a Manzanilla Hidalgo é um vinho seco e leve, com aromas complexos e deliciosa salinidade. Ideal para aperitivos ou para acompanhar tapas. Excelente relação qualidade/preço para este delicioso estilo de bebida, que está cada vez mais na moda.” Kayton Sommelier

 

***

Especificações:

 

Características Principais:

Produtor | Hidalgo

Origem | Espanha, Jerez

Uvas | Palomino

Enólogo | Fermín Hidalgo

 

  • Vinificação
  • Devido às condições climáticas de Sanlúcar de Barrameda, a "flor" formada durante a fermentação não morre, impedindo o contato com o oxigênio e deixando o vinho fresco e aromático.
  • Vinhedo
  • Vinhedos selecionados em Sanlúcar de Barrameda.
  • Maturação
  • Maturado em sistema de solera com "crianza biológica".

 

Tipo | Jerez

Temperatura de serviço | 11 a 13ºC

Temperatura de armazenamento | 13 a 16°C

Teor alcoólico | 15%

Sugestão de guarda | Pronto para consumo

Corpo | Leve

 

***

Curiosidade

Jerez, conhecido internacionalmente como Sherry e em português como Xerez, é um dos vinhos mais antigos e influentes da história. Produzido no sul da Espanha, na Andaluzia, sua região de origem está localizada no chamado Triângulo de Jerez, formado pelas cidades de Jerez de la Frontera, Sanlúcar de Barrameda e El Puerto de Santa María. Sua história remonta a mais de três mil anos, tornando-o um dos mais antigos vinhos ainda produzidos continuamente no mundo.

A origem da viticultura na região está ligada aos fenícios, que chegaram à Península Ibérica por volta de 1.100 a.C. e fundaram importantes centros comerciais na região de Cádiz. Foram eles que introduziram o cultivo da videira e desenvolveram o comércio marítimo do vinho. Posteriormente, os romanos expandiram a produção e a distribuição para todo o Império Romano, transformando os vinhos da região em uma importante mercadoria.

Durante o domínio árabe, entre os séculos VIII e XIII, a produção de vinho foi reduzida devido às restrições religiosas islâmicas. No entanto, os vinhedos não desapareceram, pois possuíam grande importância econômica. O nome da cidade, conhecido pelos árabes como "Sherish", acabaria originando as palavras Xerez e posteriormente Sherry.

Após a Reconquista Cristã, em 1264, a produção de vinho voltou a crescer rapidamente. A região passou a desenvolver uma forte atividade comercial e tornou-se um dos centros vitivinícolas mais importantes da Europa.

A relação entre Jerez e a Inglaterra foi fundamental para a construção da fama internacional do vinho. Durante os séculos XVI e XVII, os ingleses procuravam alternativas aos vinhos franceses, especialmente em períodos de conflitos políticos e comerciais entre França e Inglaterra. Nesse contexto, os vinhos de Jerez ganharam enorme popularidade no mercado britânico.

Um episódio marcante ocorreu em 1587, quando o corsário inglês Francis Drake atacou o porto de Cádiz e levou milhares de barris de vinho para a Inglaterra. O carregamento foi um enorme sucesso comercial e ajudou a transformar o vinho de Jerez em uma bebida muito apreciada pela aristocracia inglesa. A partir desse momento, a demanda britânica cresceu de forma constante.

Foi também na Inglaterra que surgiu o nome "Sherry". Como os ingleses tinham dificuldade em pronunciar "Jerez", o termo evoluiu gradualmente até chegar à forma inglesa utilizada até hoje. Dessa maneira, o vinho tornou-se conhecido mundialmente como Sherry, embora sua denominação oficial permaneça Jerez ou Xerez.

Nos séculos XVIII e XIX, os Estados Unidos também passaram a importar grandes quantidades de Sherry. O vinho era consumido pelas elites coloniais e posteriormente tornou-se popular em diversas regiões do país. Seu prestígio foi tão grande que diversas vinícolas americanas começaram a produzir vinhos fortificados utilizando o nome Sherry. Com o tempo, acordos internacionais de proteção das denominações de origem restringiram esse uso, garantindo que apenas os vinhos produzidos na região espanhola pudessem utilizar oficialmente a denominação Jerez.

A produção do Jerez é baseada principalmente em três variedades de uvas: Palomino Fino, Pedro Ximénez e Moscatel. A Palomino é responsável pela maioria dos estilos secos, enquanto a Pedro Ximénez e a Moscatel são utilizadas para a elaboração dos vinhos doces.

Um dos maiores diferenciais da região é o solo conhecido como Albariza, composto principalmente por calcário, argila branca e giz. Esse tipo de solo possui grande capacidade de retenção de água, algo fundamental para suportar os verões extremamente quentes da Andaluzia. Além disso, sua coloração clara reflete a luz solar, contribuindo para uma maturação equilibrada das uvas.

Após a colheita e a fermentação, o vinho recebe uma adição de aguardente vínica, processo conhecido como fortificação. Essa etapa define o estilo que será produzido. Em seguida, os vinhos passam pelo famoso Sistema Solera, uma das técnicas de envelhecimento mais sofisticadas do mundo.

O Sistema Solera consiste em uma série de barricas organizadas em níveis. Os vinhos mais jovens são adicionados nas barricas superiores e, gradualmente, misturam-se com vinhos mais antigos presentes nos níveis inferiores. Quando uma parte do vinho é engarrafada, ela é substituída por vinho de barricas imediatamente mais jovens. Esse método garante grande consistência de qualidade e cria vinhos extremamente complexos.

Entre os estilos mais conhecidos está o Fino, um vinho muito seco, leve e delicado, envelhecido sob uma camada natural de leveduras chamada Flor. Essa camada protege o vinho da oxidação e produz aromas de amêndoas, pão fresco e notas salinas.

A Manzanilla é um estilo semelhante ao Fino, porém produzido exclusivamente na cidade de Sanlúcar de Barrameda. A influência marítima confere características ainda mais salinas e delicadas, tornando-o um dos estilos mais refrescantes da região.

O Amontillado inicia sua vida como um Fino, mas posteriormente perde a proteção da Flor e passa a envelhecer de forma oxidativa. O resultado é um vinho mais complexo, com aromas de nozes, avelãs e especiarias.

O Oloroso segue um caminho diferente. Desde o início não desenvolve a camada de Flor e envelhece totalmente em contato com o oxigênio. Isso gera um vinho mais escuro, encorpado e intenso, com notas de nozes, caramelo, couro, tabaco e frutas secas.

O Palo Cortado é considerado um dos estilos mais raros e misteriosos do Jerez. Ele combina a elegância aromática do Amontillado com a estrutura e profundidade do Oloroso, sendo altamente valorizado por colecionadores e apreciadores.

Já o Pedro Ximénez, frequentemente chamado apenas de PX, é produzido a partir de uvas secadas ao sol antes da vinificação. Esse processo concentra os açúcares naturais e gera um vinho extremamente doce, rico em aromas de figos, tâmaras, chocolate, café e melaço.

Poucos vinhos tiveram impacto tão profundo na história do comércio mundial quanto o Jerez. Sua influência atravessou impérios, guerras, rotas marítimas e continentes. Dos fenícios aos romanos, dos corsários ingleses às colônias americanas, o Jerez consolidou-se como um dos primeiros vinhos verdadeiramente globais da humanidade e permanece até hoje como uma das maiores expressões da tradição vitivinícola espanhola..

 

Obs.: A imagem do produto é ilustrativa e pode sofrer variações.

         A safra pode variar conforme disponibilidade em estoque.

         Produto destinado a maiores de 18 anos.

Características
  • País: Espanha
  • Uva: Palomino Fino
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